Marcas no esporte

A carreira de atleta em termos gerais é ligeiramente curta, comparada a outras profissões, isso pode não ser uma regra geral, sendo possível ele ou ela, atleta, se desdobrar em outras atividades do esporte como técnicos e ou estrategistas.

Muitos dos milhares de atletas conseguem ter projeção muito grande e também a “sorte” de estar patrocinado por empresas comprometidas com o desenvolvimento de sua carreira, que naturalmente usufruem da imagem positiva do atleta ou da atleta, o modelo mais simplificado desta parceria é o famoso garoto propaganda, tendo sua imagem relacionada a um produto ou serviço.

O atleta no Brasil tem ficado muitas vezes desamparado ao tentar buscar investimentos, e a desejar no quesito empreendedorismo, pois mal conseguem investir na sua carreira esportiva, incentivos governamentais que beneficiem os patrocinadores por meio de isenções existem, mas, acabam sendo difíceis de ser concretizados por conta da longa caminhada na prospecção de investidores.

Esta rápida percepção sobre este cenário, tem me levado a pensar e estudar um pouco mais a fundo a relação entre esporte e construção de marca, um olhar mais atento para um sistema de identidade visual, pode ser uma grande oportunidade para estes atletas, relacionando as metodologias de construção de marca com as oportunidades dentro do cenário do esporte.

A história de, George Foreman, reconhecido pelo ouro olímpico e pelos grandes feitos no boxe, como a vitória sobre Joe Frazier em 1973, que o fez campeão mundial dos pesos-pesados é um bom exemplo.

Ganhando novamente, em 1994, aos 45 anos, George conquistou um novo título de campeão do mundo, desta vez contra Michael Moore, feito impossível para muitos, que abriu perspectivas para novos negócios em sua vida. Foi então que Leon Dreimann, presidente da SALTON, uma pequena produtora de eletrodomésticos portáteis do estado da Flórida, que em 1983 havia lançado um grill para assar carnes em casa, se uniu à George Foreman. Neste momento de sua carreira, George, que gozava de seu espetacular retorno ao boxe, foi garoto-propaganda de marcas como McDonald’s, Pepsi-Cola e Doritos. Topou o desafio por um simples motivo: seria sócio da empresa. Finalmente em 1995, a empresa assinou um contrato milionário com George para que ele se tornasse não só o garoto-propaganda de sua principal linha de produto: mas o conceito da marca do produto, isso fez toda diferença, o George Foreman Grill, uma linha de grills portáteis, que recebeu a personalidade do atleta em seu conceito, o produto recebeu o nome do atleta como endosso e um slogan: “Nocauteie a gordura”, um ótimo exemplo de construção de marca e oportunidade a partir do cenário esportivo e do valor real do atleta.

Uma marca só consegue ser reconhecida pela clareza e abrangência de sua identidade. Um sistema de identidade trata os valores da marca de forma a obter a diferença necessária para torná-la distinta e notória.

Outros exemplos podem ser citados aqui como o tenista francês Jean René Lacoste, principal responsável pela primeira vitória de seu país na Taça Davis e colecionador de títulos nos famosos torneios de Roland Garros, Wimbledon e Forrest Hills, apelidado de “Le Crocodile”, vocês com certeza conhecem bem onde isso chegou, as camisas polo Lacoste. Mais um exemplo, a trajetória do treinador do time de futebol americano da Universidade da Flórida Gators, Ray Graves, que procurava uma solução para a queda de rendimento físico do seu time durante os treinos e jogos que, em uma região de clima tropical, eram realizados sob intenso calor. E assim todos hoje podem beber um Gatorade e resolver parte do seu problema de hidratação nas atividades esportivas. Estas pessoas são exemplos que criaram um novo conceito, uma nova forma de entender as coisas, são empreendedores e criadores de marcas.

Marcas, ideias e negócios são sempre grandes oportunidades que nascem juntas ou estão quase sempre unidas e relacionadas. É preciso enxergar além, assim como os atletas fazem com seus desafios, ultrapassando limites e quebrando recordes.

UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA NO PROCESSO CRIATIVO DE IDENTIDADE VISUAL PARA CIDADES

IMG_0021A experiência relatada, neste artigo, é fruto desta atitude permanente de refletir sobre a prática pedagógica durante o semestre, avaliando as alternativas propostas, os objetivos pedagógicos pretendidos e os resultados alcançados por cada grupo de alunos com os quais partilhamos o processo. Para entender melhor o processo criativo onde os alunos estavam inseridos, e realizar uma identidade visual, desvendaremos quais os fatores e característica existentes na praxes de designers, e artistas gráficos em construir uma imagem representativa da cidade, não só em sua estampa, mas também como conceito simbólico.

Algumas marcas de cidade por todo o mundo, tem tido ótima utilização em setores como turismo, agribusiness e exportação de produtos, valorizando também questões relevantes para seu povo. Enfatizando o processo de identificação com sua própria cultura, Joan Costa reafirma a importância de uma marca e seu sistema de identidade visual, ele reforça que:

Marca não é somente uma estampa e sim um ato de batismo. (p.23 1998)

O exercício provocou uma integração entre docentes e discentes e entre seus grupos de trabalho. Os alunos buscavam opiniões e novas informações com os professores participantes do projeto em suas disciplinas que funcionaram apoiando tecnicamente o processo.

Não tendo pretendido fazer uma avaliação sobre a eficiência das marcas de cidade desenvolvidas pelos alunos, o que se propôs neste artigo foi, descrever em método de trabalho fundamentado na articulação entre referencial teórico, discussão com os professores e desenvolvimento dos trabalhos em práticas vivenciais.

Os resultados apresentados pelos alunos demostram o domínio de novas competências na construção de identidade visual.

Para leitura completa do artigo baixe o PDF.

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